quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

BOCA RATON, FLORIDA, USA

       O Estado mais ensolarado dos Estados Unidos, destino de férias para milhares, rejeitado por outros que o consideram latino demais, a Flórida tem muitas surpresas a serem reveladas pelo caminho. Um pouco ao norte de Miami fica Boca Raton, um local pra lá de agradável e, arquitetonicamente, uma miragem.
       Uma miragem, claro, que não fica em nenhum deserto, mas cercada por praias e canais, na chamada Costa do ouro e do tesouro... dos piratas que por lá saqueavam os galeões espanhóis naufragados em suas águas. Um deserto povoado por índios antigamente (os seminoles) e depois por poucos colonizadores, a região prosperou depois que foi rasgada pela East Coast Railroad, de Henri Flager, no final do século 19.
        Boca Raton já foi aclamada como o maior balneário do mundo. Ou, pelo menos, vendia-se como tal. Hoje ainda é uma das cidades mais ricas do Estado, repleta de sedes empresariais e corporações de alta tecnologia. Idealizada por Addison Mizner, a cidade ostenta Shoppings centers luxuosos, parques lindos à beira-mar e casas inspiradas no arquiteto idealizador da cidade. É um lugar para que os ricaços desperdicem o seu dinheiro ou o bem empreguem em um estilo especial de aproveitar a vida. Depende do ponto de vista. E para que nós, turistas, também possamos deixar uns dólares por lá. Sempre!
Mizner Park - Boca Raton

Mizner Park - Boca Raton

Restaurantes em frente ao Mizner Park
        Passear pelo shopping ao ar livre denominado Mizner Park, é como captar a essência de Boca Raton. A prefeitura, em estilo único com características coloniais, mas um tanto diferente, é uma atração que não se faz só. Em um todo, agrupando todos os elementos que constroem Boca Raton, assim como a beleza de suas palmeiras enfileiradas pelas avenidas, as ruas claras e limpas, e os carrões típicos da Flórida e as suas praias, vê-se um universo que se torna inigualável aos olhos. Um conjunto que se encaixa.
Town Hall, a Prefeitura de Boca Raton

Praia em fim de tarde em Boca Raton
        Uma tarde em Boca Raton pode traduzir um estilo luxuoso e agradável de se viver. Ou então pode parecer até desapegado demais. Faz bem aos olhos, faz bem para a alma... E como todas as ilusões e miragens nos Estados Unidos se confundem com o que é real, não se distingue em um primeiro momento se aquilo tudo é só uma armação, uma armadilha para os que amam deixar-se levar.
        Boca Raton é real! Tem gente que vive mesmo daquele jeito bom de se viver... Turistas somos nós, que somente cortamos as ruas de passagem em uma tarde nas pequenas férias pela Flórida, com o desejo de poder se estender um pouco mais, para sempre um pouco além.
       Passageiros ou não, caem de queixo quase sempre! Cada um a sua maneira... o importante é aproveitar!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

COCONUT GROVE, FLORIDA, USA


         Coconut Grove era um antigo reduto de piratas por volta de 1800... foi então que Ralph Monroe convenceu alguns amigos a abrir um hotel frequentado por nativos das Bahamas. Desde então, o local vem sendo tido como um dos mais animados da região depois de South Beach. Mais próximo de Miami do que Coral Gables, o local também reserva uma agradável atmosfera repleta de árvores enfileiradas em compridas avenidas.
Ruas tranquilas de Coconut Grove

Coconut Grove

Ruas arborizadas e tranquilas

        Uma das partes mais interessantes do local é o Museu Vizcaya. É a maior mansão da Flórida, concluída em 1916 como retiro de inverno do industrial James Deering. Os ambientes são mesclas de estilo, com raízes profundas na Itália renascentista e no neoclássico. Os jardins são Édens a perder de vista, diante da imensidão do mar. A sensação é de estar naqueles filmes americanos com algumas estátuas sombrias a entreolhar você...
Museu Vizcaya

Museu Vizcaya
Museu Vizcaya

           Um passeio por Coconut Grove é também uma agradável surpresa para quem não apostava nada para além dos prédios de Downtown. Meio sem jeito, Coconut vai se apresentando de repente vistosa, secretamente imponente, em meio aos canais, casas e árvores do caminho.
              O centro de Coconut Grove apresenta-se como the Village, onde as pessoas se encontram para comer, beber, comprar, passear e curtir a vida sempre. Depois de uma tarde agradável pelo local, retornar a Miami é uma boa pedida. É tão perto, tão junto, que tudo parece ser a mesma coisa, apesar de serem universos diferentes a pouco espaço de distância! 

CORAL GABLES, FLORIDA, USA

     Rodar por Miami tantas e tantas vezes acaba nos levando além. No condado de Miami-Dade fica Coral Gables, uma das cidades mais ricas do país, a poucos minutos de Downtown. É por ali que nos perdemos em uma dessas tardes deliciosas em Miami.
     Adentrando à cidadezinha, percorre-se alamedas e suas árvores que ladeiam e sombreiam as casas que mal parecem estar logo ao lado do centro de Miami, tão grande é a calmaria. Há também largas avenidas com casas próximas aos canais, onde os moradores espalham as suas lanchas. A cidade em si é um luxo escondido atrás dos arranha-céus de Miami. Em Coral Way chega-se à conclusão que é mesmo demais para os olhos tão ávidos pelos entretenimentos da Flórida passar por aquela avenida cheia de carvalhos e  casas em estilo espanhol. O tempo muda seu ritmo, o excesso de informações faz-se desnecessário por alguns momentos... e a vida ganha um pouco de sossego e ar.
Ruas em Coral Gables

Biltomore Hotel

Alamedas arborizadas

Casas em Coral Gables
     Planejada por George Merrick na década de 1920, a cidade conserva imponentes edifícios públicos, como o famoso Biltmore Hotel, que recebia personagens como Al Capone. Nos arredores, igrejinhas e casas muito bonitinhas em um estilo um tanto único. Os nomes de ruas foram inspirados em lugares da Espanha, e plaquinhas brancas no chão as identificam. Deu vontade de ficar, e ficar, e ir ficando... 
     Em uma tarde se percorre os locais mais interessantes da cidade, como a Miracle Mile - a rua de compras mais imponente do lugar, e pode-se percorrer as ruazinhas sem o menor compromisso de voltar à realidade. A tarde passa que nem se vê. 
       Bem interessante também é ver a Venetian Pool, tida como uma das piscinas mais bonitas que existe, pelas grandes referências à realidade e a naturalidade com que ela incorpora o clima daquele lugar. Cavada em uma pedreira de rochas de coral em 1923, parece embrenhada à cidade de Veneza, totalmente acoplada ao ambiente americano. Suas pontes de rochas, mastros venezianos, grutas e demais afrescos foram um imponente ponto social.
Venetian Pool

Venetian Pool

Venetian Pool
       Como não se pode comprar o tempo, as avenidas arborizadas, a calmaria gratuita e trazê-los nas malas que costumamos rechear nos surtos de loucura em nossas compras por Miami e arredores, Coral Gables vai ficar sempre lá, quietinha na minha idealização de um delicioso lugar para se viver. Um lugar para o qual posso voltar quando a minha alma estiver precisando de um pouco de silêncio... e luxo! Porque luxo é viver bem!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

CIDADE DO PANAMÁ, PANAMÁ

          Miami da América Central, a cidade do Panamá é moderníssima e repleta de imensos prédios a contornar o Pacífico. Orgulhoso elo entre o Atlântico e o Pacífico (mais especificamente o Mar do Caribe do lado superior), e com uma curta distância (cerca de 81 Km) entre um lado e outro do país, o Panamá é o grande canal que permitiu o desenvolvimento entre a própria América e entre outros países, como a China, que utiliza muito o Canal hoje em dia.
           Antes do Canal do Panamá, o comércio entre os países que dependiam daquela passagem era praticamente uma odisséia. A rota alternativa contornava o Cabo Horn. O Canal era uma necessidade humana contra a natureza. Rasgar tamanha extensão de terra para ligar os Oceanos levou à morte muitos homens. A França fez a primeira tentativa, mas muitas mortes depois, o país desistiu. Mesmo sendo tarefa desafiadora, os Estados Unidos tomaram conta da situação e financiaram a construção, que terminou em 1914, mas em troca estabeleceram as suas tropas no país e por ali ficaram por muito tempo. É por isso que a influência americana é sentida em muitos locais até hoje.


Eclusa de Miraflores

Canal do Panamá
          Visitamos a Eclusa de Miraflores, que fica do lado do Pacífico. Há muitos turistas para admirar o que aprenderam na escola e eu fiquei ainda mais fascinada porque isso ocorreu comigo. O canal do Panamá era um lugar praticamente inusitado e impactante para mim. Por ser rota da Copa Airlines, companhia aérea panamenha que nos leva ao Caribe, a Cidade do Panamá vale uma visita.
           O país é o paraíso também para compras - televisões são bem em conta - e não dá para sair de mãos abanando. Há alguns Malls explêndidos onde se faz a festa comprando (apesar de saber que Miami é bem melhor para isso). O aeroporto é um espetáculo por si só, tantas são as lojas na área de embarque!
           Mas o maior espetáculo é cruzar as avenidas bem construídas e contornar aqueles prédios imponentes se arremessando diante do Oceano Pacífico.

Imensos prédios em frente ao Pacífico

Arquitetura interessante no Centro

        Foi o meu primeiro contato com o tal Oceano e a cor da água pareceu bem assustadora. Atualmente, já estive duas vezes na Cidade do Panamá e em nenhuma vi o mar diferente do que aquele marrom barrento que me deixou com aquela estranheza... Mas quem visita o outro lado, diz que o Panamá é uma beleza eclodindo diante do Caribe. Boca del Toros - a 14h da cidade do Panamá e muito difícil para qualquer mortal que está apenas de passagem, é um local que parece ter saído de outro planeta. Não tivemos como ir até lá, obviamente, mas ficou a vontade...
          A Cidade do Panamá é organizada e limpa e seus arranha-céus são mesmo de nos deixar boquiabertos. Vim embora com a impressão de que sabemos muito pouco sobre alguns países. O Panamá era o lugar mais improvável que eu poderia conhecer, mas, por isso mesmo, saí de lá completamente impressionada. Julgar por antecipação é um grande erro. Um erro da extensão do Canal do Panamá.
 
          

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

SAINT MARTIN / SINT MAARTEN, CARIBE

        Uma ilha no meio do Caribe, dividida ao meio por holandeses e franceses, em uma linha imaginária, mas que faz toda a diferença entre um lado e outro do mapa.
         Com essa ideia de diferenças é que chegamos ao aeroporto mais arrumadinho do Caribe. O nosso Hotel ficava do lado holandês, bem do lado das praias lindíssimas. O Sonesta Maho Beach era estratégico e ficava aos pés da praia mais curiosa de todas: a "praia dos aviões".
          O espetáculo mais legal da ilha é assistir a chegada e a partida dos aviões do aeroporto cuja pista começa aonde a areia termina. Ir à praia e observar um pontinho luminoso surgir e agigantar-se em poucos minutos em um som ensurdecedor, tirando rasante da sua cabeça, ainda mais se for um KLM de dois andares, é a aventura da ilha. Quando levantam voo já é um pouco mais complicado, porque as turbinas esquentam e jogam um vento muito quente e pode arremessar as pessoas à água. Uma prancha no canto esquerdo da praia indica os horários dos aviões.
Aviões pequenos e grandes chegam ao aeroporto

Maho Beach é a praia de onde se avista os aviões

KLM se aproximando do Princess Juliana (aeroporto)

         Mas Sint Maarten é muito mais do que uma ilhota no Caribe perdida entre muitas. Tem um clima de liberdade, diferente das demais. Não é toda montadinha como Aruba e, para se chegar às praias, é preciso pegar um carro e desbravar. Passar o dia longe do Hotel, comer por ali, alugar uma cadeira de praia.
         Há a história do furacão Andrew que devastou um Resort e um campo de Golf perto de Mullet Bay em 2005, além de ter causado muita destruição em toda a ilha. De fato, passamos pelos campos abandonados e casas destruídas, até hoje deixadas do mesmo jeito, como a lembrar que a natureza tem lá os seus momentos de fúria. 
Vestígios do Furacão Andrew que passou em 2005

         Mullet Bay é uma das praias donas de um azul vibrante. As ondas de Mullet Bay podem dar tombos nos desavisados, mas a praia é show. É meio hyppie, meio tudo no meio do nada do mar do Caribe. Existem muitas praias no lado holandês que podem ser exploradas. Perto do centro, em Philipsburg (a capital do lado holandês), há a Great Bay, uma super praia próxima à orla mais requisitada da ilha. A principal rua de Philipsburg traz muitas grifes e joalherias. Muito bom passar o tempo por lá, apesar de tudo fechar cedo, tão logo os navios de Cruzeiro se retiram.
          E Sint Maarten tem lá os seus mistérios... É um tanto espalhada, praias a serem descobertas, ruas a percorrer e descobrir universos à parte conforme os dias passam. A ilha não se revela logo de cara. É preciso ser curioso para vê-la mais a fundo.
Mullet Bay
Philipsburg, capital do lado holandês

Great Bay
         O lado francês traz mais charme do que praias legais. Sua capital Marigot é muito arrumadinha e cheia de restaurantes em frente a uma marina cheia de iates. Mas não posso deixar de citar a Orient Bay, a mais bem estruturada de todas as praias da ilha.
Marina em Marigot

Marigot, capital do lado francês
Orient Bay (Baíe Orientale) 

         O som caribenho ecoa até hoje em meus ouvidos quando me lembro das músicas que dominam os dias e as noites daquele povo. Caribe na veia, azul de arder os olhos, uma divisão de domínios que podem até fazer sentido para eles, mas que no calor da viagem, não faz a menor diferença no fim das contas.
Vista de Great Bay

         Quando chegou a hora de regressar, imaginei alguns turistas fazendo festa na praia de Maho Beach com o arrepiante tremor das turbinas de nosso avião a arrastar areia e sal para dentro do mar. As férias haviam acabado para mim, mas Sint Maarten se renova a cada turbina que chega e parte para outros verões. É sempre verão e festa por lá, apesar da lembrança e o assombro dos furacões.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

ARUBA, O CARIBE MÁGICO

     Voltar ao Caribe mágico com o qual me deparei em Aruba era um sonho alimentado por muitos anos, mas que parecia não ter fundamento. Até que um dia... deu certo! Deu tudo certo! Quando menos imaginei, estávamos a bordo de um voo para esta ilha tão encantadora!
      Eu me lembro, como se fosse agora, do momento de nossa chegada. Passar pela Main Street, com aquelas construções típicas de Aruba, um Caribe bem arrumadinho para inglês e qualquer turista ver. Já fui em outra ilhas, mas foi somente lá que vi como a fotografia sai bem de diversos ângulos... Não há muito o que esconder na arquitetura holandesa de Oranjestad, sua capital. A ilha é muito bem organizada e tem muitas opções de diversão, a começar pelos Cassinos que a fazem uma mini Las Vegas do Caribe.
Cassino Crystal em Oranjestad, a capital

Royal Plaza, arquitetura típica holandesa

Oranjestad, em frente à Tommy Hilfiger
       Os olhos são ainda mais recompensados com o azul, o verde, uma mistura excêntrica de tudo isso na tonalidade caribenha e extravagante de suas águas. Apesar de muitas praias, os turistas deixam-se ficar nas preguiçosas facilidades dos Hotéis. Eles se alinham em uma faixa extensa do lado sudoeste da ilha, voltada para a América do Sul, chamada de Palm Beach. Praticamente todos os grandes e maravilhosos Resorts se impõem lado a lado. Todos pé na areia. E que areia!!! Na maioria das vezes, poucos passos são exigidos entre as piscinas dos Hotéis, a areia e o mar. E o sol nem queima tanto assim como no Brasil! Descobrimos que dezembro é uma excelente época para ir, pois não está insuportavelmente quente, nem mesmo apinhado de turistas.

Praia de Palm Beach

Espalhando-se em Palm Beach

Por-do-sol em praia próxima a Oranjestad
      Existem muitas coisas para se fazer. A maioria dos programas que as praias bem estruturadas oferecem: passeios de parasailing, aventuras submarinas, e uma série de outras coisas que são expostas aos seus olhos de turistas para que seus dólares permaneçam na ilha. Mas o bom mesmo é caminhar pela areia, passar em frente aos Hotéis, conhecer os píers no fim da tarde que se alargam por sobre o mar, ou andar dentro do mar, pois Palm Beach permite isso. Isso sem falar na companhia das iguanas, tão naturais na ilha, e nas árvores divi-divi, tortas por natureza, e que imprimem um charme único a Aruba.

Hotel em Palm Beach




Palm Beach vista do quarto do Hotel
      No fim de tarde, ir até o Farol mais próximo de Palm Beach, assustar-se com as ondas avassaladoras que você pensou que nem existiam por ali, olhar a vegetação seca da ilha que não tem água potável natural da própria ilha, o chão cravejado de pedras pontiagudas que limitam o passeio de carro para outras paragens. O melhor mesmo é contratar um passeio de Jeep durante o dia para dar uma extensa (e exaustiva) volta em toda a ilha. É impressionante o que se pode conhecer, muito diferente da calmaria de Palm Beach. Quando fui pela primeira vez, eu ainda tive o privilégio de conhecer a Natural Bridge (uma ponte natural sobre o mar). Mas em 2005 a ponte despencou e hoje estão lá somente as sobras dela. Pode-se conhecer a Natural Pool, capelas no alto da ilha de frente para a vastidão do oceano, a Baby Beach, do outro lado da ilha...

Azul perfeito
     Não se deve apostar todas as suas fichas nas noites de Aruba, pois com o perdão do trocadilho, quase tudo lá fecha mais cedo para que os turistas se vejam convencidos a ir aos Cassinos. Há sim muitos bons e sofisticados restaurantes (e fast foods também...) e agora há um Mall em frente aos Hotéis. Antigamente, as pessoas deveriam se dirigir à Oranjestad somente. Mas é em Oranjestad que fica o charme do Hotel Renaissence e suas muitas lojas de grife (que fecham às 18h). Tem de tudo: de Luis Vuitton a Carolina Herrera. Joalherias com preços convidativos. Lá não se vão os anéis e ficam os dedos, mas sim levam-se os anéis e ficam os dólares. As lojas também fecham cedo porque os navios de Cruzeiros embarcam de volta os seus passageiros praticamente neste horário. Também já fui turista de Cruzeiro neste Porto... 
     De todas as ilhas que já visitei no Caribe, Aruba é a que mais profundamente fala à minha alma. De volta ao meu mundinho, ainda farei outras aventuras antes de regressar para lá, mas o meu sonho de voltar será sempre latente, por quantas e tantas vezes eu deixe Aruba e Aruba volte a ser uma lembrança distante, um sonho opaco, uma nuvem que se dissipa no meio da minha vida real.

sábado, 19 de maio de 2012

BAHAMAS, ATLANTIS PARADISE

Atlantis Paradise
       Bahamas dos americanos... Não parece praia para brasileiros... Caribe que não é Caribe. Dizem que é o tom mais azul do Caribe, mas suas praias ficam no Atlântico. Indefinidamente, uma maravilha de confusão. Mais de 700 ilhas, mas o que me interessava naquela viagem estava em um lugar único. Pela primeira vez em tantas viagens eu não quis saber de ficar rodando para lá e para cá. Eu estava em um dos Resorts mais legais do mundo: Atlantis Paradise, dominando quase toda a Ilha de Paradise Island, separada de New Providence e da capital Nassau por uma ponte.

pelos caminhos do Hotel
    Eu me entreguei à preguiça e admiti que é sim muito legal ficar jogada ao acaso, em algumas belas espreguiçadeiras, em frente ao mar azul de morrer. Ou então sair flutuando em uma daquelas bóias que te levam por correntezas em rios artificiais. Atlantis é completamente montada para ser uma lenda! A lenda do Continente perdido. E eles de fato recriaram uma imensidão para forjar que se está mesmo no território desaparecido no fundo do mar! É tanta coisa ao mesmo tempo, tanta informação para processar, que nem dá para saber por onde começar!

Cove Beach

Complexo do Atlantis Paradise Resort
    O primeiro contato é impactante. Você se vê diante de um mar infinito, com aquele complexo de diversão à sua frente e se pergunta se tudo aquilo é para você mesmo... Bom, tirando o fato de estar pagando...rsrsrs, o jeito é cair de cabeça em tudo o que o Hotel oferece.
    Foram dias inimagináveis. Tudo parecia um aquário gigante. A praia parecia um grande detalhe que não podia ser ignorado. Em outros locais, o mar seria tudo. Mas ali... Tubarões, arraias, aquários imensos no meio do Hotel, toboáguas transparentes que te imergiam em um tanque de tubarões, Cassino, muitos restaurantes, muito o que fazer! E fomos desvendando seus mistérios a cada dia, nos 10 dias que passamos por lá.

Rio com correnteza

Toboágua de bóia na Power Tower

Toboágua com tubarões - Templo Maya
     Bahamas, com todas as suas famosas ilhas bem pertinho, e eu não tive coragem de me mover. Estava tão bom ali com as crianças, com minha família, que não havia possibilidade naquele momento de desejarmos nos aventurar tão fundo como em outras viagens. Mesmo com a história toda ao meu redor - Cristóvão Colombo atracando em San Salvador em 1492 - mesmo com tudo isso, eu não abandonei as espreguiçadeiras.
Marina do Hotel
     Saímos sim por Nassau - e por coincidência chegamos lá na noite da Jankanoo Parade, que é uma festa única que acontece para comemorar o Natal pelos escravos que ali moravam. A tradição permaneceu e a festa é um grande carnaval de rua. Dominada pelos ingleses por séculos, o povo de Bahamas ainda trata a Coroa britânica com muita reverência. Nassau e seus prédios públicos cor-de-rosa, com suas joalherias que mais lembram os piratas que por ali pilhavam, seus artesanatos e os transatlânticos que movimentam seu comércio, é um local pra lá de interessante, mas fica quase êrmo depois das 18h, quando os navios vão embora. Não fosse pelo restaurante Señor Frog's, não teríamos muito o que fazer na Capital. O ideal seria mesmo ficar no Hotel. Pudera...

Jankanoo Parade, Nassau
     Desbravar Eleuthera, Exuma, Gran Bahama... entre tantas outras ilhas e suas águas tão azuis, vai ficar para uma próxima oportunidade. Desta vez, a nossa aventura foi ficar por ali, transformando em lenda os dias e as noites para quem precisava de umas boas férias!

Águas azuis de New Providence, Paradise Island

Cove Beach - fim de tarde