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sexta-feira, 15 de março de 2013

KEY WEST, FLÓRIDA, USA

    Pedaços desconectados do continente, quase desconexos entre si, soltos a se lançar rumo a Cuba, no sentido contrário que a imigração americana não deseja de forma alguma. 90 milhas separam o regime de Fidel Castro e a paradisíaca Key West, muito americana, mas com som e cor de Caribe.
90 Miles to Cuba - Southernmost Point Continental - USA
     As Keys são chaves que revelam, de primeira, o ponto mais distante e não continental que conduz e abre as portas da América. Costuma-se chegar direto ao aeroporto de Miami e não dar importância às ilhotas. Eu mesma fiz isso muitas e muitas vezes antes de pisar nelas.
Vista aérea (cartão postal)
     O caminho que leva até elas nos faz entender que é preciso desacelerar para olhar em volta. O trajeto que se faria em 2 horas, faz-se em cerca de 4. A velocidade média da pista é bem baixa e não respeitar as regras seria, no mínimo, inconsequente. Uma ponte leva a outra, e a outra, e a outra ilhota... Mar para todos os lados. Imensidão! As ilhas não são tão charmosas quanto o Caribe, mas o clima em nada nos faz lembrar a balbúrdia americana e suas extravagâncias.
    Para quem vai ficar bem pouco tempo, há de se passar reto pelas primeiras ilhas e concentrar-se em chegar a Key West, que é a mais divertida e a última de todas. Logo de início, ainda no continente, margeia-se o Everglades National Park, o pântano gigantesco da Flórida. Uau! Quanta diversidade, não é mesmo?
    A maior ilha do arquipélago é Key Largo, a primeira delas. Nos fins de semana, muita gente se dirige para lá. Mas esse não era o nosso objetivo. Então prosseguimos: Islamorada, Marathon, Bahia Honda - que dizem ter a praia mais bonita - e por aí vai até se alcançar Key West. A principal via que liga as Keys é a Overseas Highway, mas depois que se passa pela Seven Mile Brigde, a paisagem muda. Tudo é mais desértico, a vegetação mais densa, o terreno parece mais acidentado.
    As ilhas são protegidas pelo único recife de corais vivos da América do Norte e muitos, mas muitos navios piratas naufragaram naquelas águas. O mais famoso navio espanhol naufragado, repleto de tesouros, foi o Atocha, localizado em 1985, após muitos anos de busca.
    Durante a viagem, ao longo do trajeto, ao longo das pontes gigantes que nos intrigam sobre a ousadia humana em ligar o arquipélago de forma tão espetacular e solitária, observa-se que a Overseas Railroad margeia boa parte do caminho...pura ousadia de Henry Flager! Imaginem: uma estrada de ferro construída em 1912 em condições muito adversas.
Estrada de ferro de Henry Flager de 1912 ao lado da Overseas Highway
    Dificuldades ou facilidades em se chegar, o mais importante é que durante o trajeto embute-se do desejo de entrar no clima e a mente entra em um relax total... Desaceleração! Resolvo estudar mais um pouquinho o guia e descubro que o primeiro registro da ilha é de 1513, mas isso já não faz a menor diferença. Você vai chegando em Key West, mas vê que Key West já chegou em você. E descobre que muito mais do que um acidente geográfico, Key West é um estado de espírito. Eu li isso em algum lugar...
Perto do Porto Velho

Ruas de Key West
     O interessante é que se pode percorrer Key West a pé (aliás, esse é o barato!). Cortar a famosa Duvall Street, viver seus barzinhos, sua música envolvente, suas casinhas coloridas, chegar ao Porto, ver os navios - ou sem navios mesmo... Desafiar os sentidos ao saborear a torta de Limão de Key West, a famosa Key Lime Pie (ai, muito boa!)! Chegar ao ponto mais ao sul do país, marcando a distância de Cuba, conhecer a 0 Mile e a casa de Ernest Hemingway! Sim, os escritores amavam estar ali. Quanta coisa para um lugar tranquilo, não é? Artesanato, arquitetura de madeiras dos tais naufrágios, puro charme em suas ruas desencanadas! E se você revirar, vai achar muito mais.
Duvall Street

Porto onde chegam os cruzeiros

Praia do Hotel Waldorf Astoria de Key West
     Mas ainda tem o detalhe da praia, pois não se pode partir de lá sem dar um mergulho no mar clarinho. Não se pode partir sem relaxar nas espreguiçadeiras do Hotel, como se o tempo estivesse sob o seu controle. Não se pode ir embora sem ter deixado de fora todas as preocupações que não frequentam aquele lugar.
     Tudo é tão envolvente e bom, que mesmo que se fique apenas um pouco, partir chega a ser uma tristeza, uma obrigação que a gente acaba não gostando de encarar. O caminho de volta é mesmo um desacato, mas necessário. Afinal, a vida real não pode ficar trancada do lado de fora para sempre. E é por isso que o caminho de volta parece mais longo... e isso me soa familiar.
      As chaves que nos levam para o paraíso devem ser deixadas de volta em seus perfeitos lugares. E jamais se deve destruir as pontes que nos levam para um estado de espírito como aquele, para que sempre se encontre um atalho para o regresso.

domingo, 3 de março de 2013

FORT LAUDERDALE, FLÓRIDA

      Menos de uma horinha separa Miami de Fort Lauderdale pela I-95. Os turistas brasileiros não deixam escapar o passeio obrigatório de perderem-se nos vastos corredores do maior outlet da Flórida: o Sawgrass Mills, que na verdade não fica em Fort Lauderdale, mas sim em Sunrise Boulevard. Apesar disso, popular por ali e quem  leva os créditos é Fort Lauderdale e ponto. O consenso é que não há quem não fique boquiaberto com os preços praticados. Todo mundo que visita gosta... e faz as contas, inevitavelmente, do quanto economizou... É como contar vantagens aos amigos quando éramos crianças. Pura diversão!
Outlet Sawgrass Mills
        Mas Fort Lauderdale é muito mais do que isso. Muito mais do que corredores que enlouquecem brasileiros, principalmente. Fort Lauderdale é uma cidade organizada, com uma das orlas mais bonitas da Flórida. É também porto de partida e chegada de cruzeiros com destinos variados pelo mar do Caribe e Bahamas, saindo de Port Everglades. A cidade também tem seu charme nos canais que entrecortam suas esquinas, frutos do New River e que dão a ela o título pretensioso de “Veneza das Américas”. Suas águas cheias de iates mais parecem dizer que a vida é uma loucura de tão boa.
Cidade de Fort Lauderdale

Comemorando 100 anos em 2011

Orla
       Grande centro empresarial e cultural, é no borbulhante cenário diurno ou noturno da orla que se resume uma das partes mais chiques da cidade: Las Olas. Vários barzinhos a beira-mar, música all the time, e um mar de doer de tão lindo! Foi lá que eu me deixei ficar no cair da noite em um desses dias que se arrisca conhecer os arredores de Miami. E tudo vai ficando pequeno, a curiosidade vai ficando mais vasta... e vai se aprofundando nos canais da Flórida que em um primeiro momento se ignora.
Barzinhos
Na Orla
       Tomar um drinque em frente à praia traz-nos a sensação de que se ganhou o dia. Obviamente há muitos passeios a se fazer: de barco, a pé, pelas praias... Como tudo nos Estados Unidos é transformado em atração turística, e o turismo é extensivamente explorado de forma sábia, Fort Lauderdale não escapou à regra. Mas andar em frente à praia, às colunas brancas e azuladas ladeadas, como portais a oferecer-te o mar, já é o suficiente para apenas uma tarde por lá.
        Tirar umas férias das compras, jogar-se nos arredores de Fort Lauderdale para explorar a região também é bom... muito bom. Pois senão fica-se acreditando que não há nada além das muitas sacolas que carregamos abarrotadas dos sonhos que não damos conta de comprar. Justamente porque nossa ambição não cabe em nossos bolsos e jamais se esgota. E, assim, perde-se muito do que a Flórida tem de melhor para oferecer. Os horizontes de Fort Lauderdale não cabem nos limites do cartão de crédito.
Coisas de brasileiros... exagerados!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

BOCA RATON, FLORIDA, USA

       O Estado mais ensolarado dos Estados Unidos, destino de férias para milhares, rejeitado por outros que o consideram latino demais, a Flórida tem muitas surpresas a serem reveladas pelo caminho. Um pouco ao norte de Miami fica Boca Raton, um local pra lá de agradável e, arquitetonicamente, uma miragem.
       Uma miragem, claro, que não fica em nenhum deserto, mas cercada por praias e canais, na chamada Costa do ouro e do tesouro... dos piratas que por lá saqueavam os galeões espanhóis naufragados em suas águas. Um deserto povoado por índios antigamente (os seminoles) e depois por poucos colonizadores, a região prosperou depois que foi rasgada pela East Coast Railroad, de Henri Flager, no final do século 19.
        Boca Raton já foi aclamada como o maior balneário do mundo. Ou, pelo menos, vendia-se como tal. Hoje ainda é uma das cidades mais ricas do Estado, repleta de sedes empresariais e corporações de alta tecnologia. Idealizada por Addison Mizner, a cidade ostenta Shoppings centers luxuosos, parques lindos à beira-mar e casas inspiradas no arquiteto idealizador da cidade. É um lugar para que os ricaços desperdicem o seu dinheiro ou o bem empreguem em um estilo especial de aproveitar a vida. Depende do ponto de vista. E para que nós, turistas, também possamos deixar uns dólares por lá. Sempre!
Mizner Park - Boca Raton

Mizner Park - Boca Raton

Restaurantes em frente ao Mizner Park
        Passear pelo shopping ao ar livre denominado Mizner Park, é como captar a essência de Boca Raton. A prefeitura, em estilo único com características coloniais, mas um tanto diferente, é uma atração que não se faz só. Em um todo, agrupando todos os elementos que constroem Boca Raton, assim como a beleza de suas palmeiras enfileiradas pelas avenidas, as ruas claras e limpas, e os carrões típicos da Flórida e as suas praias, vê-se um universo que se torna inigualável aos olhos. Um conjunto que se encaixa.
Town Hall, a Prefeitura de Boca Raton

Praia em fim de tarde em Boca Raton
        Uma tarde em Boca Raton pode traduzir um estilo luxuoso e agradável de se viver. Ou então pode parecer até desapegado demais. Faz bem aos olhos, faz bem para a alma... E como todas as ilusões e miragens nos Estados Unidos se confundem com o que é real, não se distingue em um primeiro momento se aquilo tudo é só uma armação, uma armadilha para os que amam deixar-se levar.
        Boca Raton é real! Tem gente que vive mesmo daquele jeito bom de se viver... Turistas somos nós, que somente cortamos as ruas de passagem em uma tarde nas pequenas férias pela Flórida, com o desejo de poder se estender um pouco mais, para sempre um pouco além.
       Passageiros ou não, caem de queixo quase sempre! Cada um a sua maneira... o importante é aproveitar!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

COCONUT GROVE, FLORIDA, USA


         Coconut Grove era um antigo reduto de piratas por volta de 1800... foi então que Ralph Monroe convenceu alguns amigos a abrir um hotel frequentado por nativos das Bahamas. Desde então, o local vem sendo tido como um dos mais animados da região depois de South Beach. Mais próximo de Miami do que Coral Gables, o local também reserva uma agradável atmosfera repleta de árvores enfileiradas em compridas avenidas.
Ruas tranquilas de Coconut Grove

Coconut Grove

Ruas arborizadas e tranquilas

        Uma das partes mais interessantes do local é o Museu Vizcaya. É a maior mansão da Flórida, concluída em 1916 como retiro de inverno do industrial James Deering. Os ambientes são mesclas de estilo, com raízes profundas na Itália renascentista e no neoclássico. Os jardins são Édens a perder de vista, diante da imensidão do mar. A sensação é de estar naqueles filmes americanos com algumas estátuas sombrias a entreolhar você...
Museu Vizcaya

Museu Vizcaya
Museu Vizcaya

           Um passeio por Coconut Grove é também uma agradável surpresa para quem não apostava nada para além dos prédios de Downtown. Meio sem jeito, Coconut vai se apresentando de repente vistosa, secretamente imponente, em meio aos canais, casas e árvores do caminho.
              O centro de Coconut Grove apresenta-se como the Village, onde as pessoas se encontram para comer, beber, comprar, passear e curtir a vida sempre. Depois de uma tarde agradável pelo local, retornar a Miami é uma boa pedida. É tão perto, tão junto, que tudo parece ser a mesma coisa, apesar de serem universos diferentes a pouco espaço de distância! 

CORAL GABLES, FLORIDA, USA

     Rodar por Miami tantas e tantas vezes acaba nos levando além. No condado de Miami-Dade fica Coral Gables, uma das cidades mais ricas do país, a poucos minutos de Downtown. É por ali que nos perdemos em uma dessas tardes deliciosas em Miami.
     Adentrando à cidadezinha, percorre-se alamedas e suas árvores que ladeiam e sombreiam as casas que mal parecem estar logo ao lado do centro de Miami, tão grande é a calmaria. Há também largas avenidas com casas próximas aos canais, onde os moradores espalham as suas lanchas. A cidade em si é um luxo escondido atrás dos arranha-céus de Miami. Em Coral Way chega-se à conclusão que é mesmo demais para os olhos tão ávidos pelos entretenimentos da Flórida passar por aquela avenida cheia de carvalhos e  casas em estilo espanhol. O tempo muda seu ritmo, o excesso de informações faz-se desnecessário por alguns momentos... e a vida ganha um pouco de sossego e ar.
Ruas em Coral Gables

Biltomore Hotel

Alamedas arborizadas

Casas em Coral Gables
     Planejada por George Merrick na década de 1920, a cidade conserva imponentes edifícios públicos, como o famoso Biltmore Hotel, que recebia personagens como Al Capone. Nos arredores, igrejinhas e casas muito bonitinhas em um estilo um tanto único. Os nomes de ruas foram inspirados em lugares da Espanha, e plaquinhas brancas no chão as identificam. Deu vontade de ficar, e ficar, e ir ficando... 
     Em uma tarde se percorre os locais mais interessantes da cidade, como a Miracle Mile - a rua de compras mais imponente do lugar, e pode-se percorrer as ruazinhas sem o menor compromisso de voltar à realidade. A tarde passa que nem se vê. 
       Bem interessante também é ver a Venetian Pool, tida como uma das piscinas mais bonitas que existe, pelas grandes referências à realidade e a naturalidade com que ela incorpora o clima daquele lugar. Cavada em uma pedreira de rochas de coral em 1923, parece embrenhada à cidade de Veneza, totalmente acoplada ao ambiente americano. Suas pontes de rochas, mastros venezianos, grutas e demais afrescos foram um imponente ponto social.
Venetian Pool

Venetian Pool

Venetian Pool
       Como não se pode comprar o tempo, as avenidas arborizadas, a calmaria gratuita e trazê-los nas malas que costumamos rechear nos surtos de loucura em nossas compras por Miami e arredores, Coral Gables vai ficar sempre lá, quietinha na minha idealização de um delicioso lugar para se viver. Um lugar para o qual posso voltar quando a minha alma estiver precisando de um pouco de silêncio... e luxo! Porque luxo é viver bem!

quinta-feira, 1 de março de 2012

MIAMI DE TODOS NÓS

      É bem verdade que os Estados Unidos mais acessível para os brasileiros sempre teve Miami no topo da lista. Mas nunca tanto quanto agora, que viajar ficou mais fácil do que nunca, e o mundo tem parecido um pouquinho menor. Miami chegava até a ser esnobada por aqueles fãs da terra do Tio Sam, chamada de cidade "sem alma", sem expressão... Mas Miami deu a volta por cima e agora voltou a estar na moda percorrer suas ruas e se perder como americano, ou latino-americano, nas largas avenidas que circundam a região. Quem não se render a Miami, não tem amor pelo clima cool e expressivo de aproveitar a vida.
       Apesar de paulista, moro em Manaus há algum tempo. E foi morando em Manaus que descobri como o mundo é mais pertinho daqui. Posso almoçar em casa e jantar em Miami, como fiz muitas vezes.
       Miami propriamente dita, mesmo com o Skyline impressionante de Downtown, visto principalmente de Biscayne Bay, de onde se pode fazer magníficos passeios de barcos e esbarrar nas brancas lanchas dos milionários que por ali dão sopa, não é mais atrativa para mim do que estar em Miami Beach. Downtown é sim impressionante e cosmopolita, mas o clima que nos encanta é o clima descompromissado da Ocean Drive e seus arredores. Andando por Downtown, em poucas ruas chega-se de volta ao mundo das águas azuis que a cercam. E lembra-se de fato o que se está fazendo ali.
Skyline de Downtown

Biscayne Bay - Miami
         Adoro chegar em Miami e ir diretamente para a Ocean Drive, em Miami Beach. Ah... a Ocean Drive. À noite ou durante o dia, a vida por lá nunca para. Em poucos metros quadrados, esbarra-se em tanta gente diferente, da forma como se nunca vê no Brasil. Gente descolada, tatuada, gente bonita, gente do mundo todo e brasileiros, claro, em sua desforra vingativa contra os altos impostos brasileiros (muitas vezes tendo que acabar nos corredores da alfândega pagando a tão temida multa...rsrsrs). Durante a noite, restaurantes de todas as formas e preços. Uma delícia! Durante o dia, a praia de South Beach bem ali na frente, com seus corpos relaxados soltos na areia e uma água clarinha e quentinha de dar saudade! Praia como no Brasil não há. Mas o mar... ah, o mar...
South Beach

Ocean Drive
          Durante o dia, muito para ver. Um mundo para ver. Hotéis branquinhos na Collins Avenue, o Art Decó District - lindo de morrer, próximo à Ocean Drive - palmeiras, lanchas, mansões, ruas enormes e sem buracos, carrões! Mulheres e cachorrinhos, homens de patins, madames e mais madames... e brasileiros, claro!
Art Deco District

Canais da Grande Miami (Aventura)
          As pessoas vão ao delírio com tantas opções para compras: Aventura Mall, Dolphin Mall... entre muitos outros... mas o melhor? Fica em Fort Laudardale: Sawgrass Mills! Tudo o que você nunca pensou em comprar a um preço tão acessível você vai achar. E o pior: o que você jamais imaginou que existia! Ai é que mora o perigo!
Ruas de Miami
          Ao redor: Coral Gables, Coconut Grove, Key Biscayne, Aventura, Bal Harbour, Surfside... nossa! Tantas cidadezinhas e bairros legais... E mais longe um pouco: Boca Raton - magnífica! - e a própria Fort Laudardale! São tantas opções em uma Flórida tão colorida e latina, que é impossível não se jogar de cabeça em um jeito americano menos americano possível de ser!
           Amo Miami. Miami é minha praia! E digam o que quiserem. Não importa. O mais legal é poder sair de casa e chegar em menos de 5h na cidade que me enlouquece. Conheço muitos lugares, mas é em Miami que me sinto na casa que eu gostaria de ter. Miami funciona e é o Brasil que eu gostaria de ver. Miami tem alma sim. E posso dizer que é "free".
       

domingo, 15 de janeiro de 2012

ORLANDO - A TERCEIRA VEZ COM MEUS FILHOS

       Se conto de fadas é o sobrenome de Orlando eu não sei, mas ir para lá pela terceira vez é tão legal quanto ir pela primeira. E esta analogia bem que parece possível.
       Em um conto de fadas ou em meio a cenário de filmes, não importa. O importante é que cada nova vez é uma experiência muito diferente da anterior. O factual, o que é real, é tão intenso que é como se não coubesse na nossa impressão do que é o tempo e não fosse fácil fazê-lo caber. Há tanta coisa a fazer que o tempo parece uma mísera fagulha no meio de uma imensidão. E lá, só lá parece de fato não fazer diferença para ninguém se você deixar escapar que o que está vivendo é mais sonho do que realidade. O seu sonho. Nutre-se o imaginário, faz-se de conta que o faz de conta é de verdade e tudo ganha outra dimensão. Tão intenso que se confundem. Assim é que se abstrai o melhor de Orlando.
City Walk, Universal, Orlando
        Finalmente descobrimos que Setembro e Outubro são definitivamente melhores que Julho para visitar os Parques de Orlando, pois além das filas estarem muito menores e podermos frequentar as atrações sem stress, o calor é suportável.
        Mais maduros por já termos ido em dois anos consecutivos, a viagem para a Disney com as crianças foi mais uma vez incrível. Aprendemos a mapear os parques antes de nos aventuramos a andar e entendemos a necessidade de traçar quais as atrações valiam a pena. E mesmo com o menor movimento e com todo o planejamento, ainda ficaram coisas que não conseguimos fazer.
       Neste período, porém, a desvantagem é que os parques fecham um pouco mais cedo que em Julho. E deve-se ficar atento ao cronograma dos parques, disponíveis nos hotéis, pois nesta época do ano, os parques mudam suas rotinas por causa do Halloween e podem fechar mais cedo ainda.
Main Street, Magic Kingdom, Orlando
        Por outro lado, o fato dos parques fecharem mais cedo não é tão mal assim, pois à noite sobra mais tempo para fazermos outras coisas por Orlando. Mas nem pensar em parar. Hotel? Só quando não há mais nada a fazer, bem tarde da noite. Ficamos cansados, quebrados, mas fazemos valer cada minuto.
       Desta vez até me arrisquei mais que nos outros anos nas montanhas russas, mas nem tanto. Pudera, além dos parques de Orlando, fomos também para Tampa para nos acabarmos nas curvas sinuosas e de cabeça para baixo do Busch Gardens, que de agora em diante fará parte do roteiro obrigatório. Mas só vale a pena para quem curte muita aventura. Eu, na verdade, fiquei mais observando e caprichando nas fotos que encarando o batente.
Kumba, Busch Gardens - Tampa, FL
Disney's Hollywood Studio, Orlando

Mission Space, Epcot - Orlando
         Está nos meus planos frequentar Orlando enquanto meus filhos acreditarem que tudo aquilo é um pouco de verdade e um pouco surreal, enquanto os nossos sonhos forem feitos de tantos personagens e idéias quanto lá. Acredito que a forma como crianças e adultos enxergam as coisas, apesar de diferentes até um certo ponto, acabam se fundindo e se nivelam quando se deparam com tal universo. Afinal, quem não foi criança um dia? E quem nos obrigou a deixar de ser? Desejarei sempre tornar os meus sonhos, e os sonhos deles possíveis.
         Fechando os olhos, posso passear agora por Orlando, lembrando-me dos bons momentos. Mas como os sonhos se tornam reais na Disney, e a gente fica até mais corajoso do que realmente é, vou querer retornar o mais rápido que puder, quantas vezes eu puder!
      
       

sábado, 31 de dezembro de 2011

ORLANDO, FLÓRIDA, USA - SEGUNDA VEZ

      Como a primeira viagem à Disney a gente nunca esquece, planejamos uma segunda para um ano depois. Logicamente acreditamos que sabíamos tudo sobre Orlando, Disney, Flórida... Sim, foi bem mais fácil do que a primeira vez e teve quase a mesma graça do que na primeira vez, mas descobrimos que a cada vez que se vai, há muito mais o que descortinar.
Castelo da Cinderela no Magic Kingdom
      Novas atrações, como o mundo de Harry Potter, que estava em construção em 2009, novos ângulos, novas emoções, personagens com os quais não trombamos antes. Um segredo escondido, alguma fantasia. Tudo perfeitamente maravilhoso como da primeira vez. Mas tudo muito mais fácil. Já sabíamos alguns macetes dos quais apanhamos da primeira vez.
Área do Harry Potter na Island of Adventure
     E em Orlando, a ordem é não parar, caso se queira aproveitar cada centavo investido. Mas fomos em Julho... e Julho, não recomendo a ninguém, a não ser que não se tenha outra opção. É calor demais, lotado demais por causa das férias escolares, há filas em todos os brinquedos, muito sufocante. Faz-se metade das coisas que se faria em outra época. Orlando é muito quente e a ordem é manter-se hidratado. Mas não com Coca-Cola, como fazíamos...
    Viajar com bebês para a Disney é perfeitamente possível, desde que se compre um carrinho (que sai muito mais barato do que alugar um a cada dia). Há estacionamentos para carrinhos quando os bebês podem frequentar as atrações e ninguém, absolutamente ninguém vai mexer nas suas coisas.

World Showcase - Canadá - Epcot
     Tantas e quantas vezes for possível viajar para os Estados Unidos, será iconcebível não se deliciar com a criatividade e organização dos norte-americanos. Eles tornam mais fácil o dia-a-dia de maneira muito simples. E tudo parece um brinquedinho para os brasileiros embasbacados com tanta novidade. A cultura da limpeza que não se pratica aqui, brasileiro respeita rigorosamente lá.

Epcot Center
           A minha intenção aqui é só registrar o quão legal é ter a chance de se sentir criança na terra onde se esquece os problemas, na terra em que a realidade é outra. Pelo menos para mim, os dias de Flórida são dias de canseira e, ao mesmo tempo, dias de "relax". São dias de intensa caminhada, e dias de comer muito hambúrger e besteiras. Dias de entrar no Wal Mart e não saber o que comprar primeiro... e pensar em como é complicado ser brasileiro, pois na América do Tio Sam, as pessoas podem viver prazerosamente. No Brasil, há luxos que não podemos nos dar. Algumas pessoas jamais poderão.

Enzo no Epcot

De volta para o Futuro na Universal

Tubarão e Mickey na Universal
      Dias na Disney para mim são dias de contrastes, dias de observação, dias de alegria, dias de comparação com o nosso "way of life" aqui do Brasil. Desfruto em Orlando deliciosos momentos onde me nivelo aos meus filhos quando não estou pensando em coisas que só os adultos podem se preocupar. São momentos de abstração, de distração, da felicidade incansável. Os EUA fazem jogo duro, mas é uma delícia poder freqüentar um país onde embora muita coisa pareça ter saído de um conto de fadas, a realidade é que as coisas por lá de fato funcionam. A vida real é que é legal.  A primeira, a segunda, a terceira e todas as vezes quantas forem possíveis na Disney, a gente nunca esquece.